Parte para o teu gap year com estas dicas
- há 4 dias
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Pensar é a chave para agir
É muito importante que, antes de te lançares naquela que será a aventura da tua vida, te questiones. Primeiro que questiones o porquê de quereres realizar um gap year. O que significa para ti esta pausa? Quais são os teus objetivos? O que pretendes ganhar? Para muitos, este passo pode parecer óbvio, mas nunca é demais salientar a sua importância. Dá-te tempo para refletir, para imaginares o que queres. Imagina e pondera sobre o que te deixaria mais realizado/a, o que te faria mais feliz, e, principalmente, o que te parece ter mais a ver contigo. É que este ano não é um ano para agradares os teus pais, nem os teus amigos, nem os teus professores. É um ano teu e para ti, para o teu crescimento e de acordo com os teus próprios valores. O primeiro a fazer é pores, de facto, as tuas ideias em ordem para agires de acordo com elas.
Mil e uma noites de possibilidades
Um gap year é uma história que, ao contrário do que comummente se pensa, pode tomar várias formas. Quem decide como a vai escrever és tu, e só tu. Um gap year é uma viagem. É, sim senhor. Mas não é só isso. É a tua história de reflexão, consciencialização, descoberta, aprendizagem e crescimento, que pode ser contada de formas que nunca imaginaste. Sabias que um gap year pode ser, também, sinónimo de uma experiência de voluntariado? Sabias que algo que encaras de modo tão trivial, como estagiar ou estudar lá fora, pode ser uma maneira de escreveres o teu caminho? E que ao aprenderes a língua de Xerazade, ou outra língua qualquer, estás, de igual forma, a contribuir para o teu futuro? Está nas tuas mãos decidir como queres que seja o teu gap year. Mas antes queremos que conheças este livro de possibilidades que se abriu à tua frente.
À distância de algumas decisões!
Pois é, vem aí uma parte difícil: tomar decisões. A boa notícia é que estamos aqui para ajudar! Em primeiro lugar, deves definir a duração do teu gap year. É que, sabes, um gap year não tem necessariamente de durar um ano inteiro. Pode durar apenas 6 meses, por exemplo. Quanto tempo tens disponível?
Depois disso, é importante considerar a questão da companhia. Preferes levar a tua amiga mais louca, sempre pronta para se enfiar no próximo comboio até à Índia, ou o teu amigo mais ponderado, que prefere planear tudo com antecedência? Não te esqueças que as vossas expectativas devem estar alinhadas. E, claro, não descartes a possibilidade de uma viagem a solo, irá enriquecer-te de uma maneira muito especial.
Por último, deves decidir onde queres ir. Será que preferes fazer o teu gap year lá fora, ou mesmo aqui, no teu país? É bom lembrar que o teu plano pode ter palco onde quiseres, e às vezes não é preciso ir muito longe para se ter experiências incríveis.
Checklist à vista
Agora que já tens objetivos, duração, locais e o que pretendes fazer no teu gap year definidos, chegou a hora de criares uma checklist de planeamento. A forma és tu quem a escolhe, mas nós queremos reforçar a sua importância. Um bom planeamento é a melhor maneira de garantires que aproveitas a experiência do teu gap year na sua plenitude. Começa por identificar todas as necessidades que vais precisar de tratar antes de partires, como seguro de saúde, vistos, passaporte (fazê-lo pela primeira vez ou renová-lo), consulta do viajante, e o teu cartão Revolut, por exemplo. Depois, e só depois, parte para a checklist do que levar na mochila. Simplifica, pensa nos destinos da tua viagem e na altura do ano em que vais, pondera e previne-te. Mas não te fiques por aí. Lista todos os detalhes e começa o teu gap year ainda antes de partires.
No poupar pode estar o ganho do teu gap year
Durante um ano amealhaste tudo o que ganhavas para o teu gap year. Foram dias a trabalhar com pouco descanso, jantares e saídas com os teus amigos a que não foste, para poderes cumprir este objetivo, e agora sentes-te perdido porque não sabes como avançar para o passo seguinte.
Chegou a hora de dividires o budget. Toca a tratar das despesas pré-viagem primeiro, com a devida antecedência. Esta semana damos-te como exemplo os voos, caso optes por viajar de avião ou vás para um destino onde não tenhas alternativa.
Sabias que se fores flexível na escolha das datas podes poupar bastante dinheiro? Escolhe um mês em vez de um dia específico, recebe por email alertas de preços de voos para o teu destino, compara preços em sites agregadores de voos com os preços nos sites das companhias aéreas, e pesquisa sempre os voos em modo anónimo. Parece pouco, mas vais ver que dá uma grande ajuda no final.
E se pudesses ganhar tempo poupando dinheiro?
Pois é, definir orçamento antes de partires é muito importante. Mas e se afinal esse orçamento desse para mais tempo do que estavas à espera? E se for possível poupar durante o gap year? Assim que partires, os três maiores custos que irás ter serão o alojamento, a alimentação e o transporte. Apesar de essenciais, podes poupar muito neles, se ouvires os conselhos da tua Gap Year Portugal. No alojamento podes optar por “camas low budget”, escolhendo hosteis, fazendo couchsurfing ou campismo, participando em projetos de voluntariado ou em work exchanges, onde podes trocar trabalho por um sítio onde ficar. Através de voluntariado e work exchange talvez consigas poupar também na alimentação, que muitas vezes é oferecida. Caso contrário, tenta sempre escolher comida típica e ir a mercados locais, que têm preços mais em conta. Quanto aos transportes, alguma vez ponderaste boleias? Caso não te sintas preparado para tal, então procura sempre informar-te acerca dos transportes locais. Sabes aqueles comboios cheios de pessoas (e animais também, às vezes), ou o autocarro que já nem amortecedores tem? Pois é, se os locais vão lá é porque, provavelmente, é um negócio mais favorável. Por que não experimentar?
Sabias que o dinheiro também voa, se o deixares?
Pois é, às vezes parece que o dinheiro voa. Mas voa para onde? Enquanto viajamos é muito importante saber onde gastamos o dinheiro. Uma coca-cola aqui, um café acolá, mais um colar giríssimo que um vendedor de rua te impingiu, e, entretanto, já “voou” metade do teu orçamento (e tu sem saberes como). É por isso que te vamos dar umas dicas de gestão de custos. Primeiro é importante lembrares-te que cambiar dinheiro vem com custos. Nunca o faças no aeroporto, onde normalmente as taxas são mais elevadas. Aconselhamos-te também a abrir uma conta Revolut, através da qual poderás fazer conversões rápidas e em conta. Caso vás viajar com amigos, apps como a Splitwise dar-te-ão bastante jeito para dividir as despesas. Contudo, o mais importante mesmo é nunca perderes o fio à meada, ou seja, teres sempre noção de quanto já gastaste, para poderes gerir melhor os teus custos e te manteres dentro do budget. Assim sendo, aconselhamos-te uma app chamada Trabee Pocket onde te poderás organizar em termos de gastos. E não te esqueças, o dinheiro estrangeiro às vezes nem parece dinheiro real, mas é! Tenta sempre ter noção de quanto gastas na tua própria moeda.
De boleia em boleia
O modo como te vais transportar durante o teu gap year está diretamente dependente do teu budget, da pegada ecológica que queres deixar no mundo e do teu espírito aventureiro. Há opções para todos, mas começamos pelas boleias. Não há viagem em low budget que lhes resista! Continuam a ser um universo desconhecido para a maioria, mas a prática tem vindo a crescer – cada vez são mais os gappers com o bichinho das boleias. Para que também tu possas experimentar, damos-te algumas dicas para que a primeira experiência seja o mais planeada possível. Sabias que existe um fórum online que funciona como um “guia de boleias” onde encontras dicas, regras de segurança, diferentes técnicas e os melhores locais para pedir boleia, por exemplo? Isto tudo consoante o país onde te encontras. Chama-se Hitchwiki e chegou para te facilitar a vida. Só te resta prepares o teu cartão e garantir que sabes o sinal de boleia nos países do teu gap year. Vamos a isso?
Que impacto queres criar no mundo?
O teu gap year é um ano teu, um ano em que é suposto cresceres e perceberes um bocadinho melhor onde te queres inserir neste mundo. E se, pelo caminho, pudesses, também tu, impactar positivamente um pedacinho do mundo? Deixamos sempre uma marca por onde passamos, e, por vezes, podemos fazer por melhorá-la. Caso estejas a pensar fazer voluntariado no teu gap year, certifica-te que o fazes da maneira correta e com a mentalidade certa: a de dar e receber, a de deixar uma marca positiva. Para isso, é preciso que pesquises bem o que queres fazer, e de que maneira melhor podes contribuir para criar um impacto positivo num determinado sítio. “E onde procurar?”, perguntas tu. Há toda uma série de opções, desde o Serviço de Voluntariado Europeu, com associações como a “Rota Jovem” e a “Check In”, voluntariados internacionais com a “Para Onde” e até voluntariado online (e on site) com a “Giving Way”. Lembra-te, também, que o voluntariado pode ser feito até no fundo da rua. Nunca é má ideia procurares sítios perto de ti que possam beneficiar do teu apoio. Existem mil e umas opções, certifica-te sempre que fazes uma decisão consciente ao explorá-las.




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