Existe mesmo um/a candidato/a exemplar?
- 14 de mai.
- 1 min de leitura
Sobre incluir o gap year no currículo... surge, por vezes, o estereótipo de que quem decide viver esta experiência o faz por não querer trabalhar, por falta de ambição, ou por querer adiar responsabilidades.
Falámos com empregadores/as e recrutadores/as, e percebemos que, apesar deste estereótipo ainda existir, a visão tem vindo a mudar!
Enquanto associação, queremos fazer parte desta mudança de mindset e reforçar que é válido ter um percurso diferente.
As pessoas responsáveis pela tua entrada no mercado de trabalho tendem a procurar alguma previsibilidade no perfil da pessoa que recrutam, isto porque querem reduzir riscos, garantir estabilidade, e assegurar que o investimento em formação e contratação trará retorno a longo prazo.
No entanto, a ideia de “candidato/a exemplar” tem vindo a evoluir. Já não importa apenas onde tiraste o teu curso, a tua média ou se estagiaste na melhor empresa da área. São valorizadas, cada vez mais, as soft skills e tudo aquilo que aprendes fora da educação formal e que não está diretamente ligado a conhecimentos técnicos. Por isso, quanto mais único for o teu caminho, mais especiais e valiosas serão as tuas competências.
Este é, muitas vezes, um desafio para os/as recrutadores/as: avaliar alguém para além do seu percurso e experiência profissional. Importa cada vez mais o “match” que crias com a equipa e o que trazes de diferente.
Hoje em dia, é claro que fazer um gap year não é sinónimo de adiar responsabilidades. Fazer um gap year (e incluí-lo no teu currículo) demonstra que valorizas experiências fora da caixa, gostas de te desafiar, de aprender mais sobre ti, o mundo e os outros!

